Esse termo é extremamente perigoso na minha opinião, um dos recursos mais flexiveis dentro do RPG pode ser a ruina de qualquer mesa de jogo.
Me lembro de um bom narrador de nosso grupo que uma vez abusou ao extremo desse recurso ao ponto em que os joadores perderam totalmente a confiança em qualquer regra do sistema pois o narrador modelava essas da forma que lhe era conveniente.

Devemos lançar mão sim do recurso “Regra de ouro” porém o bom senso deve sempre ser observado, nessa situação citada acima a coisa descambou para um ponto onde jogadores simplesmente se levantaram e sairam.

Pensem mestres, antes de mais nada pensem, afinal deve ser divertido para os jogadores e as regras foram feitas para colocar ordem no caos e não para cria-lo.

  1. Daniel Monteiro disse:

    Já passei por isso… E ainda ouvi do GM “Não estamos jogando GURPS estamos jogando o MEU RPG”. Foi completamente desanimador.

  2. Gun Hazard disse:

    Desanimador nada.

    Das duas as uma Ou você usa o guia de “Como enlouquecer seu mestre”, ou simplesmente ninguém mais deixa o cara mestrar.

    Garanto que com a 1ª pelo menos os jogadores conseguem dar o troco e se divertir prá caramba as custas do mestre chato.

  3. Diniz disse:

    KKKKKK, já soltei uma dessas!!! Não com essas palavras. Mas já cheguei a dizer que os livros eram guias e não leis absolutas.

    Nunca abusei muito de regra de ouro, mas ás vezes mudo algo no cenário ou no sistema se eu não concordar. Mas os players tem que ser avisados, saberem onde estão pisando, se não ficam sem segurança para jogar.

    No caso onde dei essa resposta por exemplo, o jogador queria me dizer que determinados NPC´s não agiam daquele jeito, sendo que o personagem dele nem sequer tinha conhecimento para isso. Mudei o conceito daquele grupo de NPC´s para tornar o jogo mais misterioso e interessante, e ele queria onffar em cima das informações que ele sabia do livro. Quando viu que eu mudei os personagens (coisa que já estava pré-definida, não mudei por causa do off dele) ele ficou louco e começou a usar os livros como bandeira. Aí soltei algo do tipo: “A mesa é minha e os livros eu uso como guias, não como regras absolutas. Mudo o que eu quiser.”

    Mas o Cristiano está certo! Tem mestre que abusa mesmo da regra de ouro, felizmente não me considero um deles.

  4. FenrirX disse:

    Não creio nisso. O mestre é o jogador-juiz da história toda, e como tal, não precisa ficar inventando frases feitas para tentar afrontar um jogador “advogado de regras” que apareça em sua frente! A palavra dele é lei, e ponto final!

    Agora, cabe ao jogador saber onde joga. Se o mestre não sabe narrar uma boa história, então ele procure outro mestre, ou ele mesmo seja um!

  5. Alex Baros disse:

    Eu sou a favor da regra de ouro. Uso bastante, mas claro sempre quando vou utilizá-la antes debato com o meu grupo, até porque todos somos mestres (no meu grupo) e uma modificação tende a se tornar uma “regra da casa”.

    As regras existem para por ordem mas claro que conforme o grupo como todo uma ou outra deve ser adequada pelo bem maior que é a diversão.

    Um Adv. de Regras é um jogador útil pq ele é o seu livro ambulante, não precisa decorar todas as regras se ele estiver ali. Mas até mesmo ele deve saber que uma coisa é o conhecimento do jogador, outra coisa é o conhecimento do personagem.

    E quem foi que disse que um NPC (pré-construido) ou Monstro não pode ser alterado??? Afinal os desafios o Mestre pode e deve alterar para aumentar ou diminuir a dificuldade. Se for para SEMPRE usar o pré-definido é melhor jogar vídeo game.