NOCTUN#1

Posted: 3rd setembro 2010 by cristianobomdia in Noctun, RPG
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Salve players hoje iniciarei o primeiro post da serie NOCTUN vou confessar que estou um tanto ancioso pelo resultado desse trabalho na vedade poderia definir meu estado de espeirito hoje como “MEDA” rs.

Conforme ja explique no primeiro post sobre o NOCTUN será um trabalho literario sem fins comerciais futuros, siceramente espero que gostem e acima de tudo espero ancioso pelos comentários.

UMA NOITE UM TANTO CONTURBADA

O bar era uma espécie de PUB suas paredes eram revestidas de madeira com uma textura rústica, o lugar estava impregnado pelo cheiro de madeira e esse cheiro se misturava aos cigarros de cravo e o perfume dos freqüentadores dando um aroma característico ao lugar.

O publico do lugar variava de pessoas entre 17 e 40 anos a média ficava entre 20 e 35, pessoas de classe média para média alta, indivíduos que na sua maioria trabalhavam em escritórios nos dias úteis da semana e no fim da sexta-feira voltavam para suas casas trocavam seus ternos por calças jeans camisetas pretas coturnos, exibiam suas tatuagens que permaneciam ocultas nos estéreis ambientes corporativos de onde tiravam seu sustento, seus penteados, mais discretos do que aqueles que vi nos góticos dos anos 80, mas ainda sim chamativos desfilavam no ambiente de forma arrogante e dotados de displicência. Risos e gestos se espalhavam nas mesas, olhares e conversas se cruzavam em um pequeno e azulado caos.

Enquanto procurava um lugar para sentar prestava atenção na letra de “Girl Afraid” da banda “The Smiths”, na verdade eu procurava por duas outras coisas, primeiro se eu não estava invadindo o território de ninguém, esse tipo de erro não costuma ser perdoado e a segunda coisa era uma vitima em potencial.

Ambos eram bem fáceis de serem encontrados, mas o primeiro era frustrante de se encontrar e quando isso acontecia eu tinha duas opções, desistir do local ou pedir permissão ao “dono” do lugar.

Em minhas primeiras noites aprendi as duas formas mais fáceis de se localizar meus iguais, uma era através da aura que nós emitimos, com um pouco de concentração pode-se perceber a aura de todos os seres vivos ao seu redor as auras humanas tem cores vivas e vibrantes já as nossas tem auras pálidas quase prateadas alguns tem auras mais escuras vai depender muito da idade e dos “pecados” que foram “vividos” e cometidos a outra forma é pelo cheiro, essa segunda maneira é mais fácil e requer menos concentração o fato e que nos cheiramos a “morte” e quanto mais forte for esse cheiro mais avançada a idade em alguns casos como o meu por exemplo esse cheiro se espalha por quilômetros, claro que os humanos são totalmente incapazes de sentir esse cheiro e menos ainda perceber as auras.

Particularmente sempre preferi a segunda forma, é mais fácil, a desvantagem desse método é que ele não revela a localização exata do alvo sem que haja uma observação minuciosa, mas para mim essas coisas eram fáceis dado o fato de minha idade avançada, simplesmente manifestei minha vontade e comecei a aspirar o ar do ambiente e apesar de meu sistema respiratório não funcionar a décadas eu posso sentir cheiros.

Imediatamente os aromas do lugar invadiram minhas narinas e mesmo assim como toda essa miríade de aromas eu pude sentir um cheiro nauseabundo no local ou havia mais de um “colega” ali presente ou ele era tão velho quanto eu.

Continuei andando pelo local observando as pessoas, por mais que fosse possível disfarçar totalmente nossos traços cadavéricos eu tinha experiência suficiente para localizar qualquer um que compartilhasse da minha condição.

Finalmente o localizei era um homem cerca de 1,80m cabelos e olhos negros seus olhos eram pequenos porém muito intensos, trajava uma camisa preta bem surrada com o nome de uma banda já em estado inelegível um casaco preto de couro extremamente elegante e provavelmente muito caro que descia ate a altura do joelhos quase um sobretudo e calças pretas em sua mão tinha um cigarro ainda por acender notei que ele ostentava gesto um tanto afeminados enquanto falava e se exibia para as pessoas que o acompanhavam na mesa.

Perdemos nosso senso de sexualidade depois de um certo tempo, deixamos de nos preocupar com o conceito de hetero ou homossexualismo, raros eram os casos que mantinham esses conceitos mortais, nossa condição inumana simplesmente nos levava a uma existência assexuada,  eu era um desses casos raros nunca me desvencilhei de minha condição sexual enquanto mortal e simplesmente não conseguia me alimentar de homens por maior que fosse minha necessidade por sangue.

Logo no caso daquele “irmão” que observava ou ele estava fingindo ou assim como eu ele não havia perdido sua orientação sexual , simplesmente me aproximei da mesa e o encarei sem muita expressão no rosto em segundos ele entendeu o que eu era me devolvendo um olhar cheio de escuridão, somente eu pude perceber aquilo, mas naquele momento ele revelou para mim sua verdadeira natureza, essa habilidade era usada por nos para intimidar ou mostrar poder e apenas nos podíamos notar tais exibições naquele momento percebi que ele era dotado de grande poder e com certeza bem mais velho do que eu, depois disso ele simplesmente se levantou e foi ate um canto mais escuro do bar sentando-se em uma cadeira disposta diante de uma mesa vazia em menos de um segundo depois eu me apossava da outra.

__ Boa noite meu nome é Nicolas. – Disse a ele estendo minha mão. Ele à apertou, senti meus ossos rangendo tamanha foi a força que ele empregou no ato, ele tinha poderes físicos bem superiores aos meus, sempre tive mais talento para os poderes mentais apesar de ter meus poderes físicos razoavelmente desenvolvidos. Ele continuou a apertar como uma morsa um humano já teria desmaiado de dor, mas eu tinha uma resistência alta a esse tipo de investida mais um dos truques que aprendi em minhas noites iniciais .

Olhei bem no fundo de seus olhos e após alguns segundos eu atravessava a sua nebulosa defesa mental dei uma boa olhada nas lembranças mais antigas daquela criatura antiga  a minha frente, não demorou muito e encontrei algo enterrado no emaranhado de lembranças de épocas passadas que foram enterradas dentro daquela mente, trouxe tudo a tona e as imagens de acontecimentos atrozes começaram a ser novamente vividas por ele.

Ele soltou minha mão imediatamente e me olhou com certa surpresa se perguntando como eu havia conseguido.

__ Foi você quem começou – Disse com um certo tom cômico.
__ Meu nome é Alex como você já deve saber, estou impressionado senhor Nicolas devo ter quase o dobro de sua idade e mesmo assim entrou em minha mente com tremenda facilidade.
__ Tenho uma aptidão natural para essas coisas, espero não ter ofendido.
__ De maneira alguma, mas o que faz aqui?
__Essa noite busco um pouco de sangue, mas somente por essa noite.
__Ah então é um bebericador?
__Um o que?
__Um bebericador, um vampiro que se alimenta todas as noites ao invés de passar longos períodos sem se alimentar como a maioria de nos.

O cara tinha um termo para quem se alimenta todas as noites, tive que me segurar para não gargalhar na cara dele, mas foi inevitável deixar um pequeno sorriso escapar pelo canto da boca.

__ Você acha graça? – Disse ele sorrindo de volta.
__ Me desculpe não foi minha intenção ofende-lo por favor não interprete mal, eu só achei o termo um tanto peculiar, se você não se importa vou me alimentar e saio logo de seu território.
__ Esqueça isso senhor Nicolas vou fazer melhor, indivíduos como o senhor são raros de serem encontrados quero conhece-lo melhor lhe faço uma proposta eu e o pessoal ali da mesa do lado estamos indo para uma festa digamos “particular” em minha casa que fica no alto da lapa talvez o senhor queira nos acompanhar ai poderá se alimentar a vontade o que me diz?

Geralmente não aceito esse tipo de convite vampiros não são conhecidos pela camaradagem com seus iguais alias com ninguém, mas acabei aceitando já estava na estrada há vários meses a fio e é sempre difícil conversar com um igual levando esse tipo de “vida”.

__Muito bem então Alex eu aceito o convite.
__ Fantástico, venha vou lhe apresentar para as garotas estamos esperando mais duas pessoas e logo vamos.

Nos levantamos e nos dirigimos ate a mesa ele me apresentou a duas garotas Natalia e Amanda a primeira era bem gorda e acentuava sua palidez com o subterfúgio de maquilagem usava um longo vestido negro seu rosto redondo era lindo com grandes olhos castanhos a outra era magra trajava um blusa de alça em seu ombro esquerdo havia uma tatuagem de um pequeno dragão tinha cabelos curtos e pintados com um ruivo muito forte.

Enquanto eu tentava me enturmar algo acontecia pelas minhas costas hoje me pergunto como deixei erro tão primário ocorrer no outro canto do bar estava um homem…

Continua…