Analisando Pontos de Vida e Variantes.(Parte 1)

Analisando Friamente o D&D (Versão 3.x) podemos concluir basicamente o seguinte, existem apenas 4 condições em termos de regras práticas:
– Plenamente Saudável – Qualquer valor de PV Positivo
– Ferido – PV=0
– Morrendo – PV Menor que 0 e maior que -10
– Morto – PV menor ou igual a -10

Vamos ressaltar que:

Pontos de Vida NÃO mede a quantidade de suportar Ferimentos.

Ele mede a Capacidade Heróica de não ser ferido, de transformar o que seria um golpe mortal em um arranhão.
(Muito conhecido como o “Quase-Acertou”)

Mas o que isto quer dizer?

Quer dizer que tirando esta Capacidade Heróica de evitar dano, um personagem morre (ou pode morrer) com qualquer golpe de espada, adaga ou mesmo um pedrada.

OBS: Mestre lembre-se disto não é porque um jogador tirou 30 PV do inimigo com um único golpe que você irá fazer a descrição como se ele tivesse feito um corte grande que está jorrando sangue, pois somente o golpe que deixa os pontos de vida negativo ou zerado que realmente chega a causar um ferimento.

Isso é legal pois representa a capacidade do herói de nível médio de fazer aquela cena Clássica de um Oponente de derrotar vários oponentes mais fracos sem se preocupar muito com as conseqüências.

Mas é chato também pois raramente (Pois sempre temos Bárbaros Frenéticos), um personagem poderá matar outro com apenas um golpe.

Imagine aquele Jogador com um Arqueiro, qual a chance dele conseguir aquele efeito dos filmes de com uma única flechada matar um inimigo. A menos que ele esteje Flechando Goblins e kobolds a resposta é nunca.

Na prática um arqueiro no D&D tem de disparar um monte de Saraivada de Flechas para garantir que uma (A última), realmente venha a acertar o alvo Seguindo este conceito de pontos de vida.

O que dirá um ataque furtivo o ladino se esgueira furtivamente e encontra o guerreiro distraído, chega até ele e aplica seu melhor golpe furtivo, rola aquele monte de dano extra mas na hora de aplicar o dano ao PV do guerreiro e fazer a interpretação do Resultado a cena fica como se no último momento o guerreiro tivesse percebido e o golpe “Quase-Acertou”.

Resumindo os Pontos de Vida são um elemento Fantástico, heróico e exagerado, muito bom.

Mas ele peca por ser Abstrato demais, não realista e não maleável.


Para Refletir: Se os Pontos de Vida do D&D por definição Não medem a capacidade de suportar ferimentos porque a magia para recuperar pontos de vida chama Curar Ferimentos?

PS: Na segunda Parte vou discutir um pouquinho as opções Variantes de Pontos de Vida.

  1. Guilherme "Göltork" disse:

    Bem Gun, realmente Pvs são isso mesmo, mas eu como mestre tenho um sério problema de narrar cenas de sangue e mutilação que mais parecem “O massacre da espada elétrica”.

    No caso de um ataque furtivo, não tem como! Pra mim o ataque tem que acertar/ferir pra valer a cena.

    Só pra constar, na 4ª edição de D&D esse conceito fica ainda mais escrachado. Teoricamente, um personagem recebe um golpe que realmente o fere no momento em que ele se trone bloodied (sangrando) e no momento em que leva um golpe que o reduza a 0PVs ou menos.

    • Gun Hazard disse:

      Olá Gol seja muito bem vindo!

      Então mas como eu disse tecnicamente um acerto não quer dizer um ferimento pois os PVs são uma mistura de Resistir a Ferimentos e Evitar ferimentos…

      Mas onde começa um e termina o outro?
      Como fazer esta divisão ao longo dos Níveis?

      O Problema (Na minha Visão) da abordagem em todo ataque causa ferimento (Massacre da Serra-Elétrica), é que um golpe que mataria Dez pessoas as vezes não mata nem uma. Fica aquela coisa meio que “Cavaleiros do Zodiaco” com um Ser Humano de 70 Kgs derramando mais de 180 Litros de sangue em uma única batalha.

      Por este lado a abordagem “Quase-Acertou” é muito mais verossímil que a “Cavaleiros do Zodíaco”…

  2. balard disse:

    O seu comentário final foi um dos raciocínios básicos para mudar como os pvs eram curados na 4a Ed. Se pvs são sua capacidade abstrata de não perder a luta, pq vc precisa de uma magia chamada “curar ferimentos” ou passar dias de cama? Resultado: agora vc pode curar seus pvs de maneiras muito mais diversas.

  3. Gun Hazard disse:

    Oi Balard!

    Só depois de muito pensar sobre isto e principalmente depois de escrever isto que fui entender os “Healing Sourges” da 4ªed.

    Infelizmente Entender o porquê não ajudou muito a minha antipatia por PVs(HPs) e ainda prefiro soluções alternativas, mas pelo menos agora com a 4ª Ed eles pelo menos esclareceram melhor isto…

  4. Bio disse:

    Olá Gun,
    Acho que a parte do “quase acertou” fica mais a cargo da CA do personagem, alguém com uma CA 19 que vai receber um golpe e tira apenas 18 nos dados + modificadores sim, quase acertou, ou por causa do desvio do personagem habilidoso, ou porque pegou na armadura, ou bloqueado pelo escudo ou mesmo desviado pela espada do oponente, mas isso aí “quase acertou”, os livros deixam bem claro que que um 19 ou maior ACERTARIAM o personagem, que é claro, se torna mais resistente ao dano, mas sim, foi acertado.

    Acha tão inverossímil assim? consideremos um lutador de vale tudo aplicando um soco em um nerd magrinho e que passa 18 horas do seu dia sentado e no máximo come bobagens (civil nv1), na boa? é possível ter matado o pobre. Agora imagina esse mesmo lutador socando um pugilista peso pesado acostumado a levar porrada nos rings e treinamentos (guerreiro lv 6), pode colocar muito soco aí, porque o pugilista não vai cair tão cedo, leia-se Mike Tyson ou outros, eles treinaram, ficaram mais fortes, mais resistentes, lutaram muito (ganharam lv) e agora aguentam mais ferimentos.

    Bem, lembrando que D&D sempre foi um cenário de fantasia fantástica (quase redundante) eu considero PVs como ferimentos e acho isto com um nível de veracidade até razoável, mais bem viável que o “quase acertou” que faria a CA se tornar obsoleta nos jogos e sem sentido.

    Nada de sangramentos exagerados, assim como nada de “apenas passou perto”, um golpe acertado é um dano, um machucado, uma ferida, um corte, etc. Se vai sangrar até morrer, deixar hematomas eternos, multilar a vítima ou destruir algum órgão… já vai da sede de sangue de cada grupo RPGístico.

  5. Gun Hazard disse:

    Olá Seja bem vindo Bio e Cleber.

    Bio, você não entende que Ponto de Vida é uma Abstração (é uma abstração fantástica? é, mas ainda assim é uma abstração). É initeligivel dizer que um ser humano realmente aguentaria levar 20 golpes de espada no mesmo confronto e sobreviver.

    CA representa a capacidade de evitar um ferimento que possivelmente lhe acertaria, ou seja ele dificulta o oponente em acertar o golpe.

    Já PV engloba muita coisa, por exemplo a capacidade não só de resistir a dano, mas também de um guerreiro veterano de evitar ser “ferido” pou um lutador menos capaz, Esta diferença de Habilidades entre o Veterano e o novato no D&D é vista explicitamente em dois aspectos BBA para capacidade Ofensiva e PV para a defensiva.

    D&D tem o defeito de ser Abstrato demais e quando se tenta racionalizar em cima deles comete-se erros.

    A melhor saída é tentar enxargar o motivo por trás da abstração.

    BBA é a capacidade ofensiva de atingir oponentes.
    Dano é a capacidade Ofensiva de tentar causar Ferimentos.

    CA é a capacidade Defensiva de evitar ser atingido.
    PV é a capacidade defensiva de evitar dano letal.

    Repare que BBA se opoem a CA E Dano a PV. BBA e PV são capacidades inatas do Guerreiro por exemplo. Já CA e Dano geralmente são capacidades as quais ele fica dependente de recursos externos como equipamentos.

    Percebeu a Reverencia Cruzada que ocorre?
    É muita abstração que se comparada só entre classes é confusa, mas quando inserimos contesto de Monstros com CAs muito altas ou capacidades de Dano altas elas começam a serem necessárias.

    Se voce perceber como disse mais acima PV representa a única pacacidade defensiva inata do guerreiro de “evitar” ser “Ferido mortalmente”, então a abstração “foi um golpe muito bom, que teria sido capaz de matar qualquer outro guerreiro menos capaz” para explicar um golpe que passou a CA mas que tirou só metade dos seus PVs faz muito mais sentido (Tanto meta-game, quanto de interpretação) que voce tentar qualificar qualquer dano como um ferimento real.

    Cleber vou dar uma olhada com calma no seu arquivo, obrigado.

  6. Fica tudo muito confuso..isso sempre me desagradou …se é apenas uma abstração, porque os pontos de vida são baseados em constituição?E realmente, o lance de curar ferimentos leve como foi citado acima?Dizer que é apenas uma abastração é querer tapar o sol coma a peneira, se analisarmos o livro básico ele se refere sim aos pontos de vida como ” a quantidade de DANO que o personagem pode sofrer antes de ser derrotado”